Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017

UMA GRANDE PROMESSA...

Publicado em Padre Adilson Schio MS
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LEITURA

A visita de Pedro e de João aos cristãos da Samaria é um exemplo de unidade (1ª Leitura). É o início da missão evangelizadora da Igreja. A imposição das mãos sobre aqueles cristãos que apenas haviam sido batizados é um modo de “confirmar” o trabalho realizado por Felipe. O Espírito Santo, já conferido no Batismo é agora sinal de comunhão e de pertença eclesial. A 2ª Leitura, tirada da Primeira Carta de São Pedro, é uma bela catequese sobre como o exemplo do “Mestre” pode tornar-se a mais profunda razão da nossa fé. Como diz o versículo 15 desta leitura: “... estejam sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vos pedir”. No Evangelho temos o anúncio da despedida de Jesus com uma grande promessa de vida: o envio do Espírito Santo. O Paráclito prometido será o guia da Igreja e dos Cristãos no tempo e na história.

  

MEDITAÇÃO

A Liturgia da Palavra deste domingo inicia a preparação para duas grandes celebrações da Igreja: A Ascenção do Senhor e o Pentecostes. João, neste capítulo 14, nos apresenta “o discurso de despedida de Jesus”. Ele vê nestas palavras de Jesus, dirigida aos Discípulos, uma espécie de testamento que o Mestre deixa também à sua comunidade, a fim de fazê-la forte no seu seguimento. Diante da tristeza e da incerteza dos Discípulos, Jesus diz que eles não estarão sós, que Ele “não os deixará órfãos”, mas estará sempre com eles (versículo 18). Há um tema central nestes poucos versículos do Evangelho e identificá-lo nos faz compreender a fonte de toda a espiritualidade de João e de sua Comunidade. No centro das atitudes e do compromisso dos cristãos, João coloca a necessidade de se “guardar os mandamentos”. Esta será a certeza de que a Trindade, em cada uma das três pessoas, virá e habitará na vida daquele que crê e que dá testemunho da sua fé. Vivendo os mandamentos o Espírito permanecerá em nós (versículos 15-17); mas também Jesus estará em nós (versículos 18-20) e ainda, o Pai nos amará (versículo 21). Portanto, “guardar os mandamentos” é, neste tempo de despedida de Jesus, a base de todo o “projeto de vida” da comunidade para que ela viva uma fidelidade cada vez mais radical à memória do Ressuscitado. A observância dos mandamentos não é uma simples exigência legal, isto é, uma obrigação, mesmo que venha da tradição do Antigo Testamento, e que foi renovada por Jesus no convite de cumprir plenamente os mandamentos com o mandamento do amor a Deus e aos irmãos como a si mesmo, mas é algo de escolha, de opção, que está na profundidade das razões, ou seja, na mais verdadeira e sincera demonstração do amor quase inabalável dos Discípulos por Jesus. Nas palavras deste texto do Evangelho podemos ver claramente o desejo de João em fortalecer a fé da sua comunidade naqueles tempos difíceis marcados pela perseguição. É por isso que “guardar os mandamentos” é um tema muito importante e João sabe fazer uso desta expressão de forma muito frequente no seu Evangelho. “Guardar os mandamentos” é sinal de que Deus não é alguém estranho na nossa vida, nós O conhecemos por experiência, e por isso O amamos. Assim, amor e obediência (no significado do termo latino oboedire = escutar com atenção) se complementam como duas virtudes no caminho do seguimento ao Pai. Só assim a comunidade descobrirá, pela ação do Espírito, que faz parte da “grande comunidade” de Deus (versículos 20-21) e desta forma será ela mesma reveladora da presença de Deus no mundo. A promessa de Jesus se faz força de vida. O Espírito agirá como “defensor” dos discípulos principalmente diante dos “ataques” de incredulidade e de dúvida. É interessante perceber que neste Evangelho João relata a fala de Jesus onde Ele diz que enviará “outro paráclito”, ou seja, outro defensor. Este pequeno detalhe de acrescentar a palavra “outro” revela uma grande verdade que João quer sempre reafirmar: o nosso primeiro “defensor” é, foi e sempre será o próprio Jesus. Do céu Ele continuará sê-lo. O Espírito Santo será o Espírito da Verdade que revelará ao mundo, aquilo que Jesus já havia mostrado: o amor do Pai é infinito e se revela naqueles que são seus.

 

ORAÇÃO

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira... Cantai salmos a seu nome glorioso. Todos vós, que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor! (Salmo 65 – Salmo Responsorial).

 

AGIR

Reflita neste versículo do Livro dos Provérbios: “Meu filho, conserve as minhas palavras e guarde os meus preceitos. Observe os meus preceitos e você terá vida. Guarde a minha instrução como a pupila dos seus olhos.” (Provérbios 7,1-2).

 

 

Pe. Adilson Schio, MS.

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